Na manhã desta terça-feira (26), rodoviários realizaram um protesto em frente à prefeitura de Itaboraí. O motivo da manifestação é o descontentamento com o governo municipal e a situação financeira da empresa de ônibus Maravilha Auto Ônibus Ltda, incluindo o débito que a prefeitura mantém com a Maravilha, estimado em R$ 35 milhões, relacionado às gratuidades oferecidas a estudantes e portadores de necessidades especiais.
A empresa Maravilha, que detém a concessão para circular no município até 2030, enfrenta um impasse devido à introdução dos ônibus Laranjinhas pela prefeitura. Mesmo sem autorização para operar no município, esses ônibus ganharam popularidade entre os moradores por serem mais modernos e equipados com ar-condicionado. O projeto Laranjinha perdeu através de uma liminar concedida pela justiça em resposta a uma ação movida pela Maravilha, que alegou prejuízos financeiros com a circulação desses ônibus.
Os rodoviários alegam que se a prefeitura saldasse a dívida, a Maravilha teria condições de oferecer um serviço melhor à população, incluindo ônibus mais modernos e confortáveis. João Soares, do setor jurídico da empresa, desabafou: “Se a prefeitura pagasse o que deve, a gente teria condições de fornecer ônibus novos com ar-condicionado. A prefeitura poderia dialogar conosco e utilizar nossa mão de obra para integrar os Laranjinhas na cidade.”
Os rodoviários criticam a postura do prefeito Marcelo Delaroli, acusando-o de colocar a população contra a Maravilha. Alegam que o prefeito não expõe a real situação, ou seja, a dívida de 35 milhões que, se quitada, possibilitaria à Maravilha oferecer um serviço mais eficiente à comunidade.
Atualmente, a Maravilha Auto Ônibus LTDA emprega 150 rodoviários e opera com uma frota de 50 ônibus. Enfrenta dificuldades financeiras para manter suas operações na cidade.
Buscamos contato com a prefeitura de Itaboraí para obter informações sobre os débitos com a empresa Maravilha, mas até o fechamento desta matéria, não recebemos respostas. O impasse entre as partes impacta diretamente a prestação do serviço de transporte público na cidade, deixando a população à mercê da resolução desse conflito.


