O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, saiu das eleições internas do PT mais forte do que entrou. Reeleito vice-presidente nacional da sigla, ele mostrou que sua influência vai muito além da cidade onde governa.
No Rio, emplacou o filho, Diego Zeidan, na presidência estadual do partido e viu aliados vencerem em quatro dos cinco maiores diretórios municipais – incluindo a capital. Só ficou de fora em Niterói.
🧠 No tabuleiro estadual, Diego derrotou nomes de peso como o deputado Reimont, com apoio de figuras como Lindbergh, Benedita da Silva e Ceciliano. Das 74 sedes municipais do PT, 43 votaram com Quaquá. E no diretório estadual, seus aliados levaram 44 das 60 cadeiras.
📊 No cenário nacional, o PT do Rio também fez história: teve mais eleitores aptos no PED (Processo de Eleições Diretas) do que São Paulo — um feito inédito. Entre os 64 mil votos fluminenses, 42 mil foram para Edinho Silva, o novo presidente nacional do PT, apoiado por Quaquá.
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🤝 ALINHAMENTO COM PAES E OLHO EM 2026
Com o partido sob sua batuta, Quaquá agora mira 2026 e quer o PT alinhado com o projeto do prefeito Eduardo Paes (PSD). A ideia é compor a chapa que pode disputar o governo do estado. E tem mais: ele já colocou o nome de Fabiano Horta, prefeito de Maricá, como opção para vice ou até para o Senado.
🗣️ “Vamos pleitear a vice do Paes. Se não der, o Senado é o caminho. Mas pra isso, temos que unificar nossa bancada na Câmara e garantir que os vereadores petistas estejam com a base do prefeito”, disse Quaquá.
O recado está dado: Quaquá não só consolidou seu domínio dentro do PT como também reposiciona o partido no cenário político do estado, agora mais próximo do centro do poder na capital fluminense.

