O deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), maricaense eleito em 2022 com mais de 114 mil votos, assumiu interinamente a presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quarta-feira (03/12). Delaroli, que já ocupava a vice-presidência da Casa, passa a liderar o Legislativo fluminense após a prisão do presidente Rodrigo Bacellar (União Brasil) pela Polícia Federal.
Bacellar foi detido durante depoimento na própria corporação no âmbito da Operação Unha e Carne, que investiga o suposto vazamento de informações sigilosas da Operação Zargun — ação responsável pela prisão do então deputado estadual TH Joias (MDB), apontado como articulador político do Comando Vermelho.
Delaroli entra na linha de sucessão ao governo do RJ
Com a mudança no comando da Alerj, Guilherme Delaroli passa a ser o primeiro na linha de sucessão ao Governo do Estado do Rio de Janeiro, caso o governador Cláudio Castro (PL) renuncie para concorrer ao Senado nas eleições de 2026.
Delaroli, ex-policial militar e irmão do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli, construiu uma das maiores bases eleitorais do estado: mais da metade de seus votos vieram do município administrado pelo irmão.
Clima de tensão na Alerj após prisão de Bacellar
Segundo informações do jornal O Globo, Guilherme Delaroli estava reunido com o governador Cláudio Castro no Palácio Guanabara no momento em que Rodrigo Bacellar foi preso. Nos corredores da Alerj, o clima é de tensão e apreensão, com parlamentares e servidores acompanhando os desdobramentos da operação.
A Operação Unha e Carne segue em andamento, e a PF continua cumprindo mandados relacionados ao suposto envolvimento de agentes públicos com o crime organizado no estado.

