Cinco pacientes que aguardavam na fila do Sistema Único de Saúde (SUS) foram beneficiados com a captação de órgãos realizada no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí. Foram retirados fígado, rins e córneas de uma mulher de 35 anos, moradora de Itaipuaçu, que teve morte encefálica confirmada.
Esta foi a quinta captação de múltiplos órgãos realizada na unidade em 2025. O hospital, referência em atendimento de alta complexidade na região, já contabiliza 16 procedimentos de captação desde 2022, quando foi implantada a Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).
Com a estruturação desse serviço, já foram abertas 33 notificações de morte encefálica e captadas 172 estruturas corporais, entre órgãos, tecidos e globos oculares. Desde julho de 2024, o hospital também conta com um heliponto, viabilizado por parceria com a Codemar, o que permite mais agilidade no transporte dos órgãos para os centros transplantadores.
💡 Como funciona o processo de doação?
A captação começa a partir da suspeita de morte encefálica, quando a equipe médica aciona a comissão responsável para acolher e orientar a família do paciente. O procedimento só acontece com autorização familiar — por isso, quem deseja ser doador precisa manifestar esse desejo em vida aos seus parentes mais próximos.
A legislação brasileira só permite a retirada de órgãos após a autorização de familiares até segundo grau de parentesco.

