A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou sua saída da presidência do PL Mulher, após uma crise interna envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL), apontado como pré-candidato à Presidência da República pelo partido.
Segundo Michelle, a decisão foi tomada após uma conversa com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela afirmou que deixará o cargo para se dedicar integralmente aos cuidados do ex-presidente e da filha do casal.
A saída acontece poucos dias depois da divulgação de um áudio em que Michelle acusa Flávio Bolsonaro de tê-la tratado com desrespeito durante uma ligação telefônica.
De acordo com a ex-primeira-dama, o episódio ocorreu após ela criticar publicamente a aliança do PL no Ceará com Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo estadual.
“Sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se não tivesse ligado. Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou ao telefone. E eu não tinha feito nada contra ele”, afirmou Michelle.
Ela classificou a atitude do senador como uma “punhalada”.
Após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente à madrasta e afirmou que não teve a intenção de ofendê-la.
Michelle deixa de receber salário do partido
Com a saída da presidência do PL Mulher, Michelle Bolsonaro também deixará de receber o salário mensal de R$ 33.848,30, valor equivalente ao pago ao presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto.
De acordo com a prestação de contas apresentada pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Michelle recebeu quatro pagamentos, que somam R$ 135.393,20.

