O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (22), durante discurso na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York, que o Brasil não se submete à influência de outros países. Em uma referência às relações com os Estados Unidos, Lula declarou que “o Brasil não cabe no quintal de ninguém”.
Durante a fala, que durou mais de 20 minutos, o presidente defendeu a soberania dos países e criticou o que classificou como interferência externa em processos políticos e eleitorais.
“Diferenças ideológicas não devem ser obstáculos para a maior integração entre vizinhos”, afirmou Lula.
O presidente também mencionou a situação da Venezuela e disse que a população do país deve ter o direito de decidir seu próprio destino. Ele ainda citou a atuação de redes de desinformação durante períodos eleitorais e afirmou que o Brasil estará atento a possíveis tentativas de interferência nas eleições.
“A democracia está novamente em xeque. Voltamos a presenciar a ingerência externa em processos eleitorais”, declarou.
Relação com os Estados Unidos
Embora tenha feito referências ao governo norte-americano, Lula não citou Donald Trump nominalmente durante o discurso.
A declaração sobre o Brasil não ser “quintal” foi feita em um contexto de críticas à divisão do mundo em zonas de influência e às tentativas de interferência externa na América Latina.
Antes do discurso, em entrevista à CNN Internacional, Lula havia criticado a postura de Trump e pedido que o presidente dos Estados Unidos não interferisse nas eleições brasileiras.
Lula e Trump não se encontraram na ONU
Lula e Trump estiveram em Nova York nesta terça-feira para a Assembleia Geral da ONU, mas não se encontraram nos bastidores do evento.
Segundo informações divulgadas sobre a programação, houve um intervalo de poucos minutos entre a saída de Lula e a entrada de Trump no local onde os discursos foram realizados.

