Entre os casos de homicídio, agressão física e abandono lembrados pelo boletim estão o de Henry Borel, morto em março após sessões de agressões; o da pequena Ketelen Vitória, torturada pela própria mãe e pela madrasta no município de Porto Real; o de um recém-nascido abandonado em uma lixeira que estava prestes a ser triturada no Complexo do Alemão.
RJ tem mais de 300 registros de violência contra crianças em dois anos, aponta boletim
Henry Borel, morto após violentas agressões cometidas pelo padrasto, segundo a polícia; João Pedro, assassinado durante uma operação em São Gonçalo; ou Emily e Rebecca, vítimas de balas perdidas na porta de casa, em Caxias. Os casos de violência ganham nomes próprios e contornos ainda mais trágicos quando cometidos contra crianças e adolescentes. Números do boletim ‘Infância Interrompida’, elaborado pela Rede de Observatórios da Segurança, apontam que, em dois anos, o estado do Rio de Janeiro teve 324 casos de violência contra meninas e meninos. Desses, 37 foram vítimas fatais de balas perdidas.
A Rede de Observatórios aponta 1.473 casos, ou um registro a cada 12 horas, de violência contra crianças nos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. Os números foram coletados entre os meses de junho de 2019 e maio de 2021. No Rio, os casos mais graves são os de homicídio (87), bala perdida (37), violência sexual e estupro (57). O estado também é o líder de registro de ocorrência de agressões físicas: foram 47 em dois anos, mais do que São Paulo (46), estado maior e mais populoso.
