Uma tecnologia voltada ao diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi patenteada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e contou com a participação de uma pesquisadora que atua em Maricá.
O estudo, desenvolvido por um grupo da Universidade Federal Fluminense (UFF), resultou na criação de um kit que auxilia profissionais de saúde na identificação de sinais de autismo em bebês entre 4 e 18 meses. A proposta é permitir a detecção de indícios do transtorno antes dos 36 meses, idade em que o diagnóstico costuma ser mais frequente.
A ferramenta utiliza imagens, estímulos visuais e táteis, além de recursos de áudio organizados em um kit interativo. A partir desses elementos, é possível avaliar a interação social dos bebês de forma estruturada.
A pesquisadora Gisele Nascimento, doutora em Ciências e Biotecnologia e integrante da equipe envolvida no estudo, explicou que o kit foi desenvolvido para tornar o processo de avaliação mais acessível e eficiente.
“O instrumento reúne imagens coloridas, estímulos sensoriais e interação direta com o bebê, o que permite observar respostas importantes para a identificação precoce do transtorno”, afirmou.
Segundo ela, a tecnologia também pode contribuir para reduzir desigualdades no acesso ao diagnóstico, já que apresenta baixo custo de produção e pode ser aplicada em diferentes contextos de atendimento.
O diagnóstico precoce é considerado fundamental para o início do acompanhamento especializado, aumentando as chances de desenvolvimento e qualidade de vida das crianças.

