Uma nova tecnologia passou a ser utilizada na rede pública de saúde de Niterói para ajudar na prevenção de complicações nos pés de pessoas com diabetes. O Programa PASSO utiliza inteligência artificial para identificar pacientes com maior risco de desenvolver lesões e outras alterações que podem, em casos graves, levar à amputação.
Niterói é a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro a implantar a tecnologia. Inicialmente, o programa funciona como projeto piloto em quatro unidades da Atenção Primária: UBS Barreto, UBS Santa Bárbara, MMF Maruí e MMF Ititioca. A previsão é ampliar gradualmente a iniciativa para toda a rede municipal.
Como funciona a avaliação
O rastreamento é realizado por meio da plataforma AFoot, desenvolvida pela LookInside e registrada na Anvisa.
Durante o atendimento, o profissional de saúde coleta informações sobre o paciente, realiza uma avaliação física dos pés e utiliza um smartphone para registrar imagens da região.
A plataforma reúne os dados clínicos e as imagens e utiliza inteligência artificial para auxiliar na identificação do nível de risco de desenvolvimento de complicações.
A tecnologia funciona como ferramenta de apoio aos profissionais de saúde e não substitui a avaliação clínica.
Prevenção pode evitar complicações
Pessoas com diabetes podem apresentar alterações na circulação sanguínea e na sensibilidade dos pés. Essas condições podem facilitar o surgimento de feridas que, quando não identificadas e tratadas adequadamente, podem evoluir para infecções e outros problemas de saúde.
Em situações mais graves, essas complicações podem levar à necessidade de amputação.
Por isso, o acompanhamento periódico dos pés é considerado uma medida importante para pessoas com diabetes. Com o Programa PASSO, a rede municipal pretende identificar diferentes níveis de risco e direcionar os pacientes para o acompanhamento adequado.
Programa será ampliado
O projeto começou na UBS do Barreto e será expandido gradualmente para outras unidades da Atenção Primária de Niterói. A meta é que a tecnologia esteja disponível em 100% da rede municipal.
A proposta também prevê, quando necessário, que o acompanhamento possa ser realizado no próprio domicílio do paciente.
Durante o lançamento, a moradora do Barreto Lúcia Nunes, de 63 anos, passou pela avaliação e destacou a rapidez do procedimento.
Segundo ela, o acompanhamento trouxe mais segurança diante dos riscos relacionados ao diabetes.
A iniciativa busca fortalecer a prevenção e permitir que alterações nos pés sejam identificadas antes que evoluam para quadros mais graves, aumentando as possibilidades de tratamento e reduzindo o risco de amputações relacionadas às complicações do diabetes.

