Após dois meses de acolhimento, uma gestante deixou a Casa Abrigo de Itaipuaçu, em Maricá, com acompanhamento da rede municipal de assistência social e saúde. Durante o período, a equipe trabalhou na reconstrução dos vínculos familiares e na preparação para a chegada da filha, Mirela.
Monique Gallote, de 31 anos, foi encaminhada pelo CentroPop em julho, após passar por uma situação de vulnerabilidade causada por conflitos familiares. Por estar grávida, ela foi acolhida na unidade, onde recebeu acompanhamento diário de uma equipe multidisciplinar.
Durante a permanência na Casa Abrigo, Monique também teve acompanhamento para garantir o acesso aos serviços de saúde e foi acompanhada pela equipe até a maternidade do município. Os profissionais ainda auxiliaram na organização necessária para que ela pudesse deixar o acolhimento e retomar a convivência familiar.
Segundo a coordenadora da Casa Abrigo, Monique Freitas, a gestante passou poucos dias em situação de rua antes de ser encaminhada para o acolhimento.
“Ela ficou poucos dias na situação de rua, sendo rapidamente abrigada e acolhida com a gente para iniciar esse acompanhamento”, explicou.
O desligamento da Casa Abrigo foi acompanhado pela Secretaria de Assistência Social e Cidadania e envolveu diferentes serviços da rede municipal.
De acordo com a coordenadora, a saída foi resultado de um trabalho conjunto entre Monique, familiares, profissionais da unidade e os serviços públicos utilizados durante o período de acolhimento.
“Esse desligamento não é resultado de uma ação isolada, mas fruto de um esforço conjunto, construído entre a própria Monique, sua família, nossa equipe e os diferentes serviços oferecidos pelo município, principalmente na área da saúde”, afirmou.

