A educação deve continuar entre as principais prioridades do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual próximo mandato. Em entrevista ao SBT nesta quinta-feira (10), Lula afirmou que pretende manter os investimentos na área e ampliar políticas voltadas ao acesso à educação, à redução das desigualdades e à formação profissional.
Durante a entrevista, o presidente defendeu que filhos de trabalhadores tenham as mesmas oportunidades de acesso ao ensino superior e à formação profissional que os filhos de famílias de maior renda.
“Eu quero que o filho do trabalhador tenha a mesma oportunidade que o filho do rico. Eu quero que o filho do trabalhador, filho da empregada doméstica, filho do pedreiro, do coveiro, tenha o mesmo direito de fazer um curso universitário”, ressaltou.
Para Lula, o investimento em educação também está diretamente ligado ao desenvolvimento econômico e social do Brasil.
“Não existe, na história da humanidade, um país que deu certo sem antes investir na educação”, declarou.
Lula defende educação como forma de prevenir a violência
O presidente também relacionou os investimentos em educação à prevenção da violência e comparou os custos da formação de estudantes com as despesas do sistema prisional.
“Um preso num presídio de segurança máxima custa R$ 40 mil por ano. Um estudante para fazer engenharia espacial na Universidade Federal do ABC custa só R$ 20 mil reais. Um preso no presídio comum de São Paulo custa R$ 35 mil por ano. Um estudante para fazer um curso no Instituto Federal custa só R$ 16 mil”, explicou.
A partir da comparação, Lula defendeu que políticas públicas voltadas à educação podem ajudar a combater a exclusão social antes que ela contribua para o ingresso de pessoas na criminalidade.
“Significa que fica muito mais barato evitar que as pessoas virem bandidos do que fazer cadeia depois. Investimento em educação é investimento, gasto é em cadeia”, afirmou.
Presidente destaca expansão dos institutos federais e universidades
Ao falar sobre os resultados de seus governos, Lula destacou a expansão da educação superior e profissionalizante no país.
“Eu, que não tenho diploma universitário, só tenho diploma de torneiro mecânico, sou o presidente que mais fez universidades, que mais fez extensões universitárias, que mais fez institutos federais, que mais coloquei estudantes na escola de tempo integral, que criei o Pé-de-Meia”, afirmou.
Segundo os números apresentados pelo presidente, o Brasil tinha 140 institutos federais quando ele assumiu o governo e deverá chegar a 802 unidades, com a meta de alcançar mil.
Nas universidades federais, Lula afirmou que, dos 340 campi criados ao longo da história do país, 200 foram implantados durante seus governos.
Educação em tempo integral e Pé-de-Meia são prioridades
Para um eventual próximo mandato, Lula afirmou que pretende cumprir as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação, aprovado pelo Congresso, além de elaborar um plano de investimentos para a área.
Entre as prioridades citadas estão a universalização da educação em tempo integral e a ampliação do programa Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio da rede pública.
“Eu quero colocar todos os meninos em escola de tempo integral, não apenas para melhorar a qualidade da educação, mas para dar tranquilidade ao pai e à mãe com o filho numa escola de tempo integral”, declarou.
Lula defende formação para inteligência artificial e novas tecnologias
A proposta para a educação também está relacionada às transformações do mercado de trabalho e às áreas consideradas estratégicas para a economia brasileira.
Lula afirmou que o país precisa ampliar a formação de profissionais especializados em tecnologias digitais, inteligência artificial e transformação de minerais críticos.
Segundo o presidente, esses setores representam oportunidades para os jovens que buscam qualificação e melhores perspectivas profissionais.
“É a bola da vez para a molecada que quer progredir”, projetou.

