A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu uma investigação para apurar um vídeo em que um homem negro aparece acorrentado e sendo conduzido por um manifestante branco durante um ato de campanha em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL). O episódio aconteceu no último sábado (24), na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste da capital fluminense, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial.
O caso foi registrado na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Segundo a corporação, diligências estão em andamento para esclarecer as circunstâncias do episódio e verificar a possível ocorrência de crime.
As imagens foram registradas pelo jornalista Raphaël Bernard e divulgadas pela revista Fórum. Após a repercussão, o Ministério da Igualdade Racial solicitou ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Regional Eleitoral do Rio de Janeiro a investigação de um possível crime de racismo.
Homem envolvido afirma que cena era uma sátira política
Identificado como Carlos Martins, o homem que aparece segurando a corrente negou qualquer intenção racista. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que a encenação tinha caráter de sátira política e pretendia representar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como Satanás e o ex-presidente Jair Bolsonaro como responsável por sua prisão simbólica.
Segundo Carlos, a representação fazia referência a críticas políticas que ele já costuma publicar em seus perfis.
Apesar da justificativa apresentada, o episódio passou a ser analisado pelas autoridades. De acordo com informações divulgadas pela TV Globo, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) também avalia as imagens para definir eventuais medidas cabíveis.
A manifestação ocorreu um dia antes do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro e Lula, que foi reeleito no domingo (25).
Com informações do g1.

