A abertura da 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi marcada por um ato público de combate ao feminicídio, nesta segunda-feira (28), em Niterói. A mobilização reuniu autoridades, pesquisadores e representantes de instituições científicas em defesa da vida das mulheres e do fortalecimento de políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero.
Participaram do ato o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, a primeira-dama Fernanda Neves, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, além de integrantes da comunidade científica.
Durante o debate “Enfrentamento às Violências de Gênero e os Desafios Cotidianos”, a ministra Cármen Lúcia defendeu que a igualdade entre homens e mulheres prevista na Constituição seja efetivamente aplicada no dia a dia.
Segundo a ministra, garantir os direitos das mulheres exige o compromisso de toda a sociedade e o fortalecimento de políticas públicas que promovam respeito, dignidade e igualdade de oportunidades.
A presidente da SBPC, Francilene Procópio Garcia, destacou que a ciência deve contribuir para a criação de políticas públicas capazes de transformar realidades. Ela também ressaltou que o ato ocorreu em Niterói, cidade que completa 18 meses sem registrar casos de feminicídio, resultado, segundo ela, de um trabalho integrado de proteção às mulheres.
Representando a Prefeitura de Niterói, a secretária municipal da Mulher, Thaiana Ívia, afirmou que o município vem ampliando sua rede de proteção por meio de iniciativas como o SOS Mulher, o Caminho Lilás e o auxílio social destinado às vítimas de violência.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, reforçou que o enfrentamento à violência de gênero depende da mobilização permanente da sociedade e destacou que políticas públicas voltadas à proteção das mulheres devem ser prioridade em todo o país.
A presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Helena Nader, também participou da mobilização e defendeu o compromisso coletivo para erradicar todas as formas de violência contra as mulheres.
Já a pesquisadora Joyce Alves, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), destacou a importância de um feminismo inclusivo, voltado à garantia de direitos para mulheres indígenas, negras, transexuais, travestis e outros grupos historicamente vulnerabilizados.
A 78ª Reunião Anual da SBPC segue até 1º de agosto, no Campus Gragoatá da Universidade Federal Fluminense (UFF), com programação gratuita que reúne mais de 700 atividades científicas e culturais, entre conferências, oficinas, exposições e mesas de debate, sob o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”.

